terça-feira, 1 de novembro de 2016

BRASIL AME-O OU DEIXE-O....PORQUE A COISA POR AQUI VAI MAL.

Uma coisa é certa o povo se ferrou, seja lá de qual lado ele é todos se ferraram e bonitinho, como patinhos na lagoa ou frangos no abatedouro, os aumentos contínuos de preços e a escalada da inflação nos últimos meses em termos gerais nos remete aos anos de ouro da década de 90, é obvio que mesmo na berlinda da perda muitos ainda vão persistir em dizer que tá tudo azul no hemisfério sul e que assim é melhor do que vermelho, hummm vermelho... o que será que pessoas tem contra essa cor? Bom, mas azul ou vermelho uma verdade se faz clara e presente; o brasileiro tá mal servido, muito embora o serviço foi a pedido, então que assim seja, não serei eu que ficarei aqui a debater ou contrariar a vontade popular. A questão é que todos sofreremos a conta mal paga de um golpe bem dado, e mesmo estando minhas panelas intactas ( não as amassei batendo em janelas muito menos em varanda que não tem em meu pobre ap de proletariado) logo não sou culpado mas serei pagador dessa conta. Resta a possibilidade de deixar o querido Brasil, opção nunca descartada e largar para trás o país que cada um sonhou para si, porque não foi esse que lutei durante uma vida para construir. Mas resta também a opção de ficar e assistir a derrocada de uma classe antes dita média e uma guinada para trás de um punhado de milhões de brasileiros que pouco ou muito tiveram oportunidades de melhorar econômica e socialmente durante os últimos anos. Os retrocessos são claros a volta atrás tá complicada e o futuro, ahhh esse lindo futuro azul esse de muito que tá lilás, roxo, menos rosa ou azul (quiça vermelho).A cada dia uma nova noticia de um direito excluído ou da perda de um garantia constitucional, por outro lado vemos o estado religioso se instalando em detrimento ao laico, o estado judicialista instalado em detrimento a independência dos poderes, e os direitos civis retirados eliminando assim qualquer reação popular sem falar obvio no uso do braço armado do poder público como forma de ameaça, constrangimento e inibição de insurgentes. Me parece que os santos e orixás que protegiam esse país saíram de férias ou se cansaram de proteger um povo que não quer ser protegido. Salve a democracia e o povo porque dele emana todo o poder de errar com ou sem medo de acertar.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

CAATINGA....Apesar da sua importância, o bioma tem sido desmatado de forma acelerada...

Caatinga



A caatinga ocupa uma área de cerca de 844.453 quilômetros quadrados, o equivalente a 11% do território nacional. Engloba os estados Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Sergipe e o norte de Minas Gerais. Rico em biodiversidade, o bioma abriga 178 espécies de mamíferos, 591 de aves, 177 de répteis, 79 espécies de anfíbios, 241 de peixes e 221 abelhas. Cerca de 27 milhões de pessoas vivem na região, a maioria carente e dependente dos recursos do bioma para sobreviver. A caatinga tem um imenso potencial para a conservação de serviços ambientais, uso sustentável e bioprospecção que, se bem explorado, será decisivo para o desenvolvimento da região e do país. A biodiversidade da caatinga ampara diversas atividades econômicas voltadas para fins agrosilvopastoris e industriais, especialmente nos ramos farmacêutico, de cosméticos, químico e de alimentos. 


Apesar da sua importância, o bioma tem sido desmatado de forma acelerada, principalmente nos últimos anos, devido principalmente ao consumo de lenha nativa, explorada de forma ilegal e insustentável, para fins domésticos e indústrias, ao sobrepastoreio e a conversão para pastagens e agricultura. Frente ao avançado desmatamento que chega a 46% da área do bioma, segundo dados do Ministério do Meio Ambiente (MMA), o governo busca concretizar uma agenda de criação de mais unidades de conservação federais e estaduais no bioma, além de promover alternativas para o uso sustentável da sua biodiversidade. 



Em relação às Unidades de Conservação (UC´s) federais, em 2009 foi criado o Monumento Natural do Rio São Francisco, com 27 mil hectares, que engloba os estados de Alagoas, Bahia e Sergipe e, em 2010, o Parque Nacional das Confusões, no Piauí foi ampliado em 300 mil hectares, passando a ter 823.435,7 hectares. Em 2012 foi criado o Parque Nacional da Furna Feia, nos Municípios de Baraúna e Mossoró, no estado do Rio Grande do Norte, com 8.494 ha. Com estas novas unidades, a área protegida por unidades de conservação no bioma aumentou para cerca de 7,5%. Ainda assim, o bioma continuará como um dos menos protegidos do país, já que pouco mais de 1% destas unidades são de Proteção Integral. Ademais, grande parte das unidades de conservação do bioma, especialmente as Áreas de Proteção Ambiental – APAs, têm baixo nível de implementação.



Paralelamente ao trabalho para a criação de UCs federais, algumas parcerias vêm sendo desenvolvidas entre o MMA e os estados, desde 2009, para a criação de unidades de conservação estaduais. Em decorrência dessa parceria e das iniciativas próprias dos estados da caatinga, os processos de seleção de áreas e de criação de UC´s foram agilizados. Os primeiros resultados concretos já aparecem, como a criação do Parque Estadual da Mata da Pimenteira, em Serra Talhada-PE, e da Estação Ecológica Serra da Canoa, criada por Pernambuco em Floresta-PE, com cerca de 8 mil hectares, no dia da caatinga de 2012 (28/04/12). Além disso, houve a destinação de recursos estaduais para criação de unidades no Ceará, na região de Santa Quitéria e Canindé. 



Merece destaque a destinação de recursos, para projetos que estão sendo executados, a partir de 2012, na ordem de 20 milhões de reais para a conservação e uso sustentável da caatinga por meio de projetos do Fundo Clima – MMA/BNDES, do Fundo de Conversão da Dívida Americana – MMA/FUNBIO e do Fundo Socioambiental - MMA/Caixa Econômica Federal, dentre outros (documento com relação dos projetos). Os recursos disponíveis para a caatinga devem aumentar tendo em vista a previsão de mais recursos destes fundos e de novas fontes, como o Fundo Caatinga, do Banco do Nordeste - BNB, a ser lançado ainda este ano. Estes recursos estão apoiando iniciativas para criação e gestão de UC´s, inclusive em áreas prioritárias discutidas com estados, como o Rio Grande do Norte. 



Também estão custeando projetos voltados para o uso sustentável de espécies nativas, manejo florestal sustentável madeireiro e não madeireiro e para a eficiência energética nas indústrias gesseiras e cerâmicas. Pretende-se que estas indústrias utilizem lenha legalizada, advinda de planos de manejo sustentável, e que economizem este combustível nos seus processos produtivos. Além dos projetos citados acima, em 2012 foi lançado edital voltado para uso sustentável da caatinga (manejo florestal e eficiência energética), pelo Fundo Clima e Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal – Serviço Florestal Brasileiro, incluindo áreas do Rio Grande do Norte. Confira



Devemos ressaltar que o nível de conhecimento sobre o bioma, sua biodiversidade, espécies ameaçadas e sobreexplotadas, áreas prioritárias, unidades de conservação e alternativas de manejo sustentável aumentou nos últimos anos, fruto de uma série de diagnósticos produzidos pelo MMA e parceiros. Grande parte destes diagnósticos pode ser acessados no site do Ministério: Legislação e Publicações. Este ano estamos iniciando o processo de atualização das áreas prioritárias para a caatinga, medida fundamental para direcionar as políticas para o bioma.



Da mesma forma, aumentou a divulgação de informações para a sociedade regional e brasileira em relação à caatinga, assim como o apoio político para a sua conservação e uso sustentável.  Um exemplo disso é a I Conferência Regional de Desenvolvimento Sustentável do Bioma Caatinga - A Caatinga na Rio+20, realizada em maio deste ano, que formalizou os compromissos a serem assumidos pelos governos, parlamentos, setor privado, terceiro setor, movimentos sociais, comunidade acadêmica e entidades de pesquisa da região para a promoção do desenvolvimento sustentável do bioma. Estes compromissos foram apresentados na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável - Rio +20.



Por outro lado, devemos reconhecer que a Caatinga ainda carece de marcos regulatórios, ações e investimentos na sua conservação e uso sustentável. Para tanto, algumas medidas são fundamentais: a publicação da proposta de emenda constitucional que transforma caatinga e cerrado em patrimônios nacionais; a assinatura do decreto presidencial que cria a Comissão Nacional da Caatinga; a finalização do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento da Caatinga; a criação das Unidades de Conservação prioritárias, como aquelas previstas para a região do Boqueirão da Onça, na Bahia, e Serra do Teixeira, na Paraíba, e finalmente a destinação de um volume maior de recursos para o bioma.  
FONTE: http://www.mma.gov.br/biomas/caatinga

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Pernambucano cria emissor de luz capaz de matar bactérias resistentes
 


Substituir antibióticos por luz no tratamento de infecções causadas por bactérias multirresistentes é uma realidade que está mais próxima dos pernambucanos. Um estudante de engenharia elétrica-eletrotécnica da Universidade de Pernambuco (UPE) desenvolveu este ano, durante estágio no Wellman Center, laboratório de Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), dois equipamentos capazes de irradiar em tecidos humanos luz em uma frequência que mata em cerca de uma hora micro-organismos imunes ao tratamento comum.

Caio Guimarães, 23 anos, esteve no Wellman Center por meio do programa Ciências Sem Fronteiras e participou de pesquisa patrocinada pelo exército norte-americano para encontrar meios de eliminar a bactéria Acinetobacter baumannii, encontrada em ferimentos de soldados no Iraque e resistente a 21 antibióticos.

Quando Caio se integrou ao grupo, os norte-americanos já haviam descoberto que certas frequências de luz visível eram capazes de atacar o DNA de bactérias, eliminando-as. Testes em ratos mataram micro-organismos em 62 minutos.

Caio desenvolveu uma espécie de lanterna portátil, com lâmpadas de led calibradas para irradiar uma frequência exata de luz, que é visível e sem efeitos colaterais no ser humano. Também criou uma microagulha biodegradável para guiar a luz da fonte externa para dentro dos tecidos humanos. “Conseguimos otimizar a entrega de luz em 300%, permitindo atingir bactérias em partes mais profundas. Como é biocompatível, a agulha pode ser absorvida pela pele e tem menor risco de alergia”, explicou.

Os dispositivos ganharam o prêmio de público no evento que reuniu os melhores trabalhos do Wellman Center no verão. Em fevereiro de 2015, o trabalho será apresentado no Photonics West, uma conferência de fotomedicina em São Francisco, na Califórnia.

No próximo mês, Caio retomará as pesquisas com os professores do Instituto de Ciências Biológicas da UPE Bruno Carvalho e Márcia Morais. Os protótipos serão aplicados em colônias de bactérias encontradas em hospitais do Brasil, associadas aos casos de sepse (infecção generalizada).

“O primeiro passo serão testes nas bactérias que podem levar os pacientes à morte”, disse Bruno Carvalho. Atualmente, 25% dos internamentos em leito de UTIs no Brasil acontecem por síndrome séptica, e 55,7% dos pacientes morrem. 

 Caio Guimarães chegou ao Wellman Center por sua insistência. Quando terminou os estudos na Hofstra University, em Nova York, pelo Ciências Sem Fronteiras, ele estava decidido a pesquisar junto ao MIT e Harvard. Fez uma busca na internet e listou o nome de vários professores. Mandou mais de dois mil e-mails pedindo uma vaga. Só recebeu duas respostas. Uma delas, do inventor do primeiro laser feito a partir de material humano e animal, o ph.D Andy Yun.

“Ele não aceitou de primeira. Pediu mais informações. Mandei e, depois de dez dias sem resposta, liguei para ele, que solicitou mais duas cartas de recomendação”, conta Caio.

As cartas chegaram, mas a resposta definitiva de Yun só veio depois de outro contato do estudante brasileiro. “Fazia mais de uma semana, já estava agoniado para ligar. Quando estava escrevendo um e-mail, a carta de aceitação chegou.” Yun, nas palavras de uma professora do MIT, havia decidido “ver o que Caio podia oferecer”.

Antes de chegar à pesquisa sobre utilização de iluminação para combater bactérias multirresistentes, Caio teve reuniões com quatro pesquisadores do laboratório. A pesquisa foi desenvolvida com a dermatologista Jeesoo An, integrante do time de estudiosos de Andy Yun. “Um talvez foi tudo o que eu sempre precisei na minha vida.”

Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/vida-urbana/2014/11/23/interna_vidaurbana,544620/pernambucano-cria-emissor-de-luz-capaz-de-matar-bacterias-resistentes.shtml

quinta-feira, 16 de abril de 2015


Holismo e Visão Sistêmica

 

Holismo (do grego holos que significa inteiro ou todo) é a ideia de que as propriedades  de um sistema quer se trate de seres humanos ou outros organismos, não podem ser explicadas apenas pela soma dos seus componentes. O sistema como um todo determina como se comportam as partes.
O princípio geral do holismo pode ser resumido por Aristóteles na sua Metafísica, quando afirma: O todo é maior do que a simples soma das suas partes.

Holismo foi um termo adotado por Jan Smuts no seu livro “Holism and Evolution” de 1926. Ele definiu esta ideia como "A tendência da Natureza a formar, através de evolução criativa, "todos" que são maiores do que a soma de suas partes". Desde Aristóteles, vê-se as raízes desta ideia, quando em sua metafísica ele afirma: “o inteiro é mais do que a simples soma de suas partes”.

Embora antiga, esta concepção só tomou força a partir da década de 80 quando passou a ser empregada para tentar explicar um novo paradigma que deveria ser utilizado com o objetivo de minimizar os diversos distúrbios causados pelo homem na natureza. Por isso, o holismo é frequentemente associado em discursos ambientalistas.

Este conceito traz uma visão de mundo integrado, como um organismo. Esta nova visão baseia-se na inter-relação e interdependência entre todos os fenômenos, sejam eles físicos, biológicos, psicológicos, sociais ou culturais. Esta proposta prevê uma formulação gradual de uma rede de conceitos e modelos interligados, além de se contrapor ao modelo mecanicista e reducionista ainda dominante na biologia e na medicina.

Desde o século XVII, principalmente com as ideias de Descartes e Newton, o homem vem sendo comparado com uma máquina, concentrando nas propriedades mecânicas da matéria viva e negligenciando o estudo sistêmico da natureza do organismo. A descrição reducionista foi vantajosa para desenvolver um caráter evolutivo, e ainda é, em alguns casos, útil e necessária, porém torna-se perigosa quando é interpretada como uma explicação completa. Atualmente, a biologia traz um paradigma chamado ”biologia de sistemas”, onde vê o organismo como um sistema vivo e não como uma máquina. Os sistemas são totalidades integradas, cujas propriedades não podem ser reduzidas as de unidades menores. A abordagem sistêmica enfatiza os princípios básicos de organização.

O pensamento sistêmico é um pensamento de processo. Na ciência sistêmica, toda estrutura é vista como a manifestação de processos subjacentes. Esta visão carrega a primeira grande diferença entre o homem e a máquina. Afinal, máquinas são construídas e os organismos se desenvolvem. Outra ideia que podemos trazer é o alto grau de flexibilidade e plasticidade encontradas nos organismos.

Os organismos variam sua estrutura dentro de um limite. Este fenômeno de automanutenção é chamado de flutuação ou homeostase, que é um estado de equilíbrio dinâmico, transacional. Não há, portanto, dois organismos que sejam rigorosamente idênticos, muito diferentes das máquinas que funcionam de acordo com cadeias lineares de causa e efeito. O funcionamento do organismo é guiado por modelos cíclicos de fluxo de informação, conhecidos por laços de realimentação. Quando um sistema é afetado, esta é usualmente causada por múltiplos fatores.

Todas estas comparações entre organismos e máquinas originaram, mais tarde, as principais realizações da cibernética, que tinha como intenção, desde o início, criar uma ciência exata da mente. A cibernética sofreu influência da biologia.
 
Fonte:  https://www.portaleducacao.com.br/psicologia/artigos/23625/holismo-e-visao-sistemica

quinta-feira, 9 de abril de 2015

A EVOLUÇÃO DA QUÍMICA...

Tabela periódica

Artigo  reúne os principais momentos da história da descoberta e organização dos elementos químicos, trabalho que resulta de mais de dois séculos de esforços na busca pelos segredos da estrutura da matéria.

Tabela periódica
Modelo de tabela periódica de Andreas von Antropoff (versão de 1938), provavelmente proveniente da antiga Faculdade Nacional de Filosofia, da então Universidade do Brasil (atual UFRJ). Hoje, está em uma das salas de aula do Instituto de Química da UFRJ.
A tabela periódica é uma forma de disposição sistemática dos elementos químicos e ferramenta inseparável para o estudo e a compreensão da química. Os elementos são ordenados em função do número atômico (Z), ou seja, o número de prótons (partículas com carga positiva do núcleo dos átomos).
O número atômico caracteriza o chamado elemento químico, definido como o conjunto de átomos que têm o mesmo número de prótons. Em um átomo neutro, o número de prótons no núcleo é igual ao número de elétrons (partículas de carga negativa), que se situam em torno desse núcleo.
A tabela periódica é uma forma de disposição sistemática dos elementos químicos e ferramenta inseparável para o estudo e a compreensão da química
Outra característica importante dos átomos: o número de massa (A), que é a soma do número de prótons e nêutrons (partículas sem carga, também presentes no núcleo). A maioria dos elementos químicos tem átomos com diferentes números de massa devido à existência de diferentes números de nêutrons. São chamados os isótopos – por exemplo, o hidrogênio (Z = 1, A = 1), o deutério (Z = 1, A = 2) e o trítio (Z = 1, A = 3). Em razão disso, define-se massa atômica de um elemento químico como a média ponderada entre os números de massa de seus diversos isótopos multiplicados pelas suas abundâncias relativas na natureza.
Vale salientar que os elétrons não entram no cálculo do número de massa, porque sua massa é desprezível – cerca de 2 mil vezes menor que a do próton e do nêutron.
A tabela periódica é composta por linhas horizontais (períodos) e por colunas verticais (grupos ou famílias). Sua versão atual contém sete períodos e inclui os últimos elementos descobertos, os de números atômicos 113, 115, 117 e 118, confirmados pela União Internacional de Química Pura e Aplicada (Iupac).
Tabela periódica atual
Perfil atual da tabela periódica, incluindo os elementos mais recentemente descobertos (Z = 113 a 118), bem como os nomes e os símbolos oficiais de dois deles: Fl (fleróvio, Z = 114) e Lv (livermório, Z = 116).
A tabela periódica é ideal para prever e interpretar as características e tendências dos átomos, as quais se repetem periodicamente: perda e ganho de elétrons, tipo de ligação química que preferencialmente formam (iônica ou covalente) etc.

Espaços preenchidos

Os primórdios da organização dos elementos químicos se devem ao químico francês Antoine Lavoisier (1743-1794), que, em 1789, agrupou as 33 espécies que eram então consideradas como elementares em gases, metais, não metais e terras – denominação genérica dada, à época, aos compostos binários de oxigênio (óxidos) com a maioria dos elementos metálicos. Os químicos passaram o século 19 à procura de uma organização mais precisa, mas os esquemas propostos não abrangiam todos os elementos químicos então conhecidos.
Os primórdios da organização dos elementos químicos se devem ao químico francês Antoine Lavoisier (1743-1794), que, em 1789, agrupou as 33 espécies que eram então consideradas como elementares
O químico russo Dmitri Mendeleiev (1834-1907) publicou sua tabela periódica em 1869. Ele ordenou os elementos por peso atômico (hoje, número de massa), iniciando uma nova linha quando as características dos elementos se repetiam. Mendeleiev deixou lacunas quando o elemento correspondente ainda não tinha sido descoberto e usou as tendências de sua tabela para predizer as propriedades desses elementos então ocultos, como gálio, escândio e germânio.
Outro aspecto foi que ele alternou dois elementos adjacentes, cobalto e níquel, para melhor classificá-los. A última versão da tabela publicada por Mendeleiev é bem mais completa que a versão inicial.
Em 1913, o físico britânico Henry Moseley (1887-1915), usando técnicas de raios X, concluiu que a forma correta de ordenar os elementos químicos era pelo número atômico e não pelo peso atômico. Isso levou a inversões na tabela periódica: argônio (Z = 18) e potássio (Z = 19); cobalto (Z = 27) e níquel (Z = 28); telúrio (Z = 52) e iodo (Z = 53).
Do final do século 19 até 1939, a tabela periódica teve praticamente todos os espaços deixados por Mendeleiev preenchidos pela descoberta, por exemplo, dos gases nobres e alguns elementos radioativos, como polônio e rádio – ambos descobertos pelo casal de cientistas Pierre (1859-1906) e Marie Curie (1867-1934).
Háfnio (1923), rênio (1925) e frâncio (1939) foram os últimos elementos descobertos em amostras naturais.

Júlio Carlos Afonso

Departamento de Química Analítica
Instituto de Química
Universidade Federal do Rio de Janeiro

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Galileu Galilei

Galileu Galilei foi um dos grandes cientistas da História tendo dado grandes contribuições nomeadamente no campo da astronomia e da física. Suas descobertas foram verdadeiramente notáveis tendo revolucionado a forma de se fazer ciência. Foi o primeiro a utilizar o telescópio para observações astronômicas, foi um defensor do sistema heliocêntrico, entre muitas outras contribuições. A importância de Galileu para a ciência é tal que é considerado como o pai da ciência moderna.
Galileu Galilei (em italiano, Galileo Galilei) nasceu em Pisa (Itália) a 15 de Fevereiro de 1564. Foi o filho mais velho do músico Vincenzo Galilei e de Giulia Ammannati.

Galileu viveu em Florença entre 1574 e 1581, tendo depois ingressado na Universidade de Pisa para estudar medicina. Algum tempo depois abandona os estudos de medicina para se dedicar ao estudo da matemática. Nessa mesma Universidade de Pisa, em 1589 Galileu torna-se professor de matemática. Em 1592 assume a cátedra da matemática na Universidade de Pádua, onde passou os 18 anos seguintes.
Em 1609, Galileu Galilei ouviu falar de um novo instrumento que consistia num tubo com duas lentes e que permitia ver os objetos como se eles estivessem mais próximos. Com base nessa informação, Galileu meteu mãos à obra e criou ele próprio o seu telescópio. Não é verdade que tenha sido ele o inventor do telescópio, mas ele terá sido o primeiro a utilizá-lo para observações astronômicas e o primeiro a publicar um livro com os resultados dessas observações. A questão de quem foi o inventor do telescópio é bastante discutível, sendo normalmente atribuído ao holandês Hans Lippershey que em 1608 pediu a patente desta instrumento óptico. Porém é provável que também não tenha sido este holandês o inventor. Existem vários outros que são considerados como potenciais inventores do telescópio.

Galileu Galilei então criou seu próprio telescópio e posteriormente o aperfeiçoou. Apesar dos telescópios que ele possuía serem bastante rudimentares e limitados, mesmo comparado com os mais simples telescópios amadores do dia de hoje, as descobertas que Galileu fez com o telescópio foram espantosas para a época.

Galileu Galilei começou as suas observações em 1609, e logo em Março de 1610 ele publica o resultado as suas observações na sua obra “Sidereus Nuncius” (Mensageiro das estrelas). Essa obra de poucas páginas viria a ser uma das mais importantes da História da ciência. Nela, Galileu apresenta a superfície da Lua como sendo irregular, com montes e crateras; apresenta a descoberta dos 4 satélites de Júpiter, a que ele chamou de “estrelas de Médicis”; apresenta ainda a descoberta que a Via Láctea é na realidade constituída por um enorme número de estrelas que não podem ser distinguidas a olho nú.
Depois da publicação do Sidereus Nuncius, outras descobertas foram realizadas por Galileu Galilei, nomeadamente a descoberta das fases do planeta Vênus e a descoberta das manchas solares.
As suas descobertas apoiavam o modelo cosmológico do heliocentrismo. O sistema heliocêntrico é aquele em que a Terra orbita em volta do Sol, e não o contrário como se pensava naquela época. Galileu foi um forte defensor do sistema heliocêntrico, sistema essa já anteriormente defendido pelo astrônomo polaco Nicolau Copérnico. Até então o modelo cosmológico aceite na época era o geocentrismo, ou seja, a Terra está no centro do Universo. Tanto o Sol, como a Lua, os planetas e até as estrelas orbitam em torno da Terra. Galileu Galilei apresentou várias evidências que apoiava o heliocentrismo.


Mais tarde a defesa do heliocentrismo viria a causar problemas entre Galileu e a Igreja. Em 1616, a Inquisição pronunciou-se contra a ideia de que o Sol é o centro do Universo considerando a teoria heliocêntrica como herética. Em consequência, foi proibido falar do heliocentrismo como realidade física, mas apesar disso era permitido referir-se a este sistema como hipótese matemática. Galileu foi convocado a Roma onde pode expor os seus argumentos. A conclusão do Tribunal do Santo Ofício era que não existiam provas suficientes para concluir que a Terra se movia em volta do Sol, tendo admoestado Galileu a abandonar a defesa da teoria heliocêntrica.
Sidereus Nuncius - Mensageiro das Estrelas
Sidereus Nuncius – Capa do livro publicado em 1610
Em 1623 entra em funções o Papa Urbano VIII, amigo de Galileu e uma pessoa mais aberta a novas ideias científicas. Apesar da abertura deste novo Papa, este rejeitou o pedido de Galileu de revogar o decreto de 1616 que proibia a defesa do heliocentrismo. Apesar disso, Urbano VIII encorajou Galileu a prosseguir com seus estudos sobre o heliocentrismo, porém apenas como uma hipótese matemática e não como uma realidade física.

Mais tarde Galileu escreveu a sua obra “Dialogo di Galileo Galilei sopra i due Massimi Sistemi del Mondo Tolemaico e Copernicano”, por vezes referido de forma mais abreviada como “Dialogo sopra i due massimi sistemi del mondo” (Diálogo sobre os dois principais sistemas do mundo, em português), obra essa publicada em 1632 e que defendia o heliocentrismo. Em consequência, Galileu foi julgado e condenado a prisão e a abjurar as suas ideias. Passou seus últimos anos de vida em prisão domiciliária.
Apesar disso Galileu Galilei sempre se apresentou como cristão, defendendo a veracidade das Sagradas Escrituras, estando em desacordo quanto à interpretação da Bíblia que a Igreja fazia naquela época. Para a Igreja daquela época, o heliocentrismo estava em desacordo com a Bíblia. Galileu, que acreditava na Bíblia, não estava de acordo com essa interpretação da Igreja.
Em 1638, estando Galileu cego, publicou a sua importante obra “Discorsi e Dimostrazioni Matematiche Intorno a Due Nuove Scienze” (em português, Discursos e demonstrações matemáticas sobre duas novas ciências).

Para além das descobertas através do telescópio e da defesa do heliocentrismo, a obra de Galileu Galilei não se fica por aqui: ele desenvolveu estudos sistemáticos sobre o movimento uniformemente acelerado e do movimento do pendulo; descobriu a lei dos corpos em queda; enunciou o princípio da inércia bem como o conceito de referencial inercial; inventou a balança hidrostática; inventou um tipo de compasso geométrico; inventou um termômetro que leva o seu nome, termômetro de Galileu.
Galileu Galilei faleceu em Florença em 8 de Janeiro de 1642.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Brasileira que revolucionou o entendimento sobre buracos negros é premiada

A astrofísica brasileira Thaisa Bergmann, enquanto estava tentando decidir sua carreira, ouviu do pai: “mulher precisa escolher uma profissão em que dê para trabalhar só meio turno”. Não era falta de confiança nas habilidades da filha - ele inclusive ajudou a montar um laboratório de ciências no sótão de casa, em Caxias do Sul, no interior do Rio Grande do Sul, quando Thaisa começou a demonstrar interesse no assunto aos 10 anos. Era só o reflexo do pensamento corrente na época. “Ele tinha um pouco de preconceito e não entendia bem qual era o objetivo do que eu queria fazer. Mas eu era daquelas meninas invocadas, depois disso é que não ia trabalhar meio período mesmo”, ela diz.
Hoje professora do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Thaisa foi escolhida pela Unesco e pela Fundação L’Oréal para representar a América Latina no prêmio For Women in Science, que oferece uma bolsa de US$ 100 mil a cinco cientistas, uma de cada continente, que se destacaram pelo conjunto da obra.
A brasileira ficou conhecida por sua pesquisa na área dos buracos negros supermassivos - enquanto um buraco negro comum tem cerca de dez vezes a massa do Sol, os supermassivos podem ter bilhões de massas solares. Só é possível observar buracos negros pela matéria que eles engolem: quando uma estrela é sugada, ela libera radiação que pode ser vista da Terra. Nas galáxias ativas, o núcleo do buraco emite muito brilho, e por isso é fácil perceber a presença dele. “Quando comecei a minha tese de doutorado, no final dos anos 80, ainda se acreditava que só as galáxias tinham buracos negros no centro”, ela explica.
Quando o telescópio Hubble foi lançado, em 1990, Thaisa passou a acompanhar as informações obtidas por ele até que descobriu algo inesperado: um disco de acreção (disco de gás que se aquece quando a matéria é engolida pelo buraco negro) em uma galáxia inativa. “Foi uma observação importante porque aconteceu quando ainda não tínhamos certeza de que existiam buracos negros em todas as galáxias”, ela explica. “Quando o raio de captura é pequeno, é possível orbitar o buraco negro, e é isso que acontece na maior parte das galáxias.”
A descoberta obviamente teve grande repercussão, e até hoje Thaisa está entre os brasileiros mais citados em artigos científicos do mundo todo (a quantidade de citações é a forma mais conhecida de avaliar a influência de um pesquisador na sua área). “De primeira, até meu assistente disse que eu devia ter feito algum cálculo errado. Quando recebi a confirmação de que estava certa, fiquei muito emocionada. À noite, antes de dormir, dizia para o meu marido: ‘Descobri uma coisa muito importante!’ Passei uns três dias assim”, ela conta aos risos.
Um intruso no observatório
Quando começou a graduação, nos anos 70, Thaisa era uma das poucas alunas da sua turma. Agora, como professora da mesma faculdade onde estudou, ela diz que a situação melhorou “um pouquinho, mas nada muito significativo”. Ela própria precisou lidar com alguns episódios de discriminação ao longo da carreira. O mais marcante aconteceu no final da década de 1990.
Thaisa tinha dado à luz há quatro meses quando recebeu a oportunidade de passar uma semana trabalhando em um observatório do Chile. Ela avisou que estava amamentando e pediu para levar o bebê, mas os coordenadores da pesquisa resistiram. “Disseram que uma criança poderia perturbar o siêncio, já que todo mundo precisa dormir durante o dia para fazer as observações à noite”. A brasileira bateu o pé e, no final, encontraram um “meio-termo”: ela, o filho e a babá foram alojados na parte externa, em um pequeno cômodo que tinha sido erguido para hospedar engenheiros durante a construção do observatório.
O prêmio que Thaisa vai receber em Paris na próxima quarta-feira, 18, foi criado justamente para incentivar a participação das mulheres na ciência e contribuir para que situações como essa não voltem a se repetir. Ela, que também teve sua tese de doutorado orientada por uma mulher, faz o possível para incentivar as poucas moças que se aventuram nas suas aulas. “O que procuro passar para as minhas alunas é que elas não podem desanimar, mesmo que às vezes pareça mais difícil do que é para os meninos”, afirma.
Fonte: http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Espaco/noticia/2015/03/astrofisica-brasileira-que-revolucionou-nosso-entendimento-sobre-buracos-negros-e-premiada-em-paris.html

sábado, 7 de março de 2015

A LUA - SATÉLITE NATURAL DA TERRA


  A Lua (do latim Lunaé o único satélite natural da Terra, situando-se a uma distância de cerca de 384.405 km do nosso planeta.
 
 
Segundo a última contagem, mais de 150 luas povoam o sistema solar: Neptuno é cercado por 13 delas; Urano por 27; Saturno tem 60; Júpiter é o que tem mais até então e possui 63. A Lua terráquea não é a maior de todo o Sistema Solar - Ganimedes, uma das luas de Júpiter, é a maior - mas nossa Lua continua sendo a maior proporcionalmente em relação ao seu planeta. Com mais de 1/4 do tamanho da Terra e 1/6 de sua gravidade, é o único corpo celeste visitado por seres humanos e onde a NASA (sigla em inglês de National Aeronautics and Space Administration) pretende implantar bases permanentes.
 
Vista da Terra, a lua apresenta quatro fases diferentes  e exibe sempre a mesma face (situação designada como acoplamento de maré), facto que gerou inúmeras especulações a respeito do teórico lado escuro da Lua, que na verdade fica iluminado quando estamos no período chamado de Lua nova.
 
O seu período de rotação é igual ao período de translação. Isto quer dizer que o tempo que a lua demora a dar uma volta sobre si mesma é igual ao tempo que leva a dar uma volta completa ao planeta Terra. É por esta razão que a lua apresenta sempre a mesma face voltada para a terra
 
A Lua não tem atmosfera e apresenta, em quantidades muito pequenas, água no estado sólido (em forma de cristais de gelo). Não tendo atmosfera, não há erosão e a superfície da Lua mantém-se intacta durante milhões de anos. É apenas afetada pelas colisões com meteoritos.
 
 
É a principal responsável pelos efeitos de maré que ocorrem na Terra, seguida pelo Sol, cuja influência é menor. Pode-se dizer do efeito de maré aqui na Terra como sendo a tendência dos oceanos acompanharem o movimento orbital da Lua, sendo que esse efeito causa um atrito com o fundo dos oceanos, atrasando o movimento de rotação da Terra cerca de 0,002 s por século, e, como consequência, a Lua afasta-se de nosso planeta cerca de 3 cm por ano.
 
A Lua é, proporcionalmente, o maior satélite natural do nosso Sistema Solar. A sua massa é tão significativa em relação à massa da Terra que o eixo de rotação do sistema Terra-Lua encontra-se muito longe do eixo central de rotação da Terra. Alguns astrônomos usam este argumento para afirmar que vivemos num dos componentes de um planeta duplo, mas a maioria discorda, uma vez que para que um sistema planetário seja duplo é necessário que seu eixo de rotação esteja fora dos dois corpos.

 
 ORIGEM  LUNAR

Existem três teorias que tentam explicar como a lua teria surgido. A primeira, chamada de co-acreção, propõe que a lua teria surgido exatamente ao mesmo tempo que a terra a partir da Nebulosa Proto-planetária Solar; a segunda, chamada fissão, afirma que a lua se formou a partir de uma parte da Terra que teria se desprendido dela por força do movimento de rotação ainda na época em que ela estava em fusão; e, a terceira, chamada captura, afirma que a lua é um planeta que foi capturado pela força gravitacional da Terra.

 Mas, a teoria mais aceita atualmente, é uma quarta teoria que propõe que a origem da lua se deu através da colisão entre a Terra com um objeto tão grande quanto Marte há cerca de 4,5 bilhões de anos, que teria feito com que ambos se misturassem e, depois, parte do material resultante da colisão se desprendesse, originando a Lua. Seja qual for sua origem, a lua possui forte influência sobre a Terra. Principalmente quando falamos de campo gravitacional. Facilmente observado nos mares e oceanos, o que poucos sabem é que o fenômeno de marés também pode ser observado nos continentes, onde ocasiona variações de dezenas de centímetros. O fenômeno das marés influencia, também, na rotação da Terra atrasando-a em cerca de 1,5 mili-segundos a cada 100 anos e afastando a Lua da Terra em 3,8 cm por ano. Também é por causa da força gravitacional que podemos observar apenas metade da Lua, ela faz com que os movimentos de rotação e translação da lua sejam sincronizados de forma que ela está sempre com a mesma face voltada para nós. A chamada “face oculta” da lua só pôde ser estudada através das fotografias tiradas pelos astronautas que ficaram em órbita dela.

A forma como vemos a lua da Terra é alterada de acordo com sua posição em relação ao sol e origina o que chamamos de fases da Lua. As fases principais da lua são lua nova, quarto crescente, quarto minguante e lua cheia. Essas fases são apenas ilusões de ótica provocadas pelo fato da lua não ser um corpo celeste luminoso, mas sim, um corpo iluminado pela luz do sol.  E, conforme ela gira em torno da terra podemos ou não ver sua face iluminada pelo sol. Por exemplo, quando é lua cheia, e podemos vê-la inteira como um disco no céu, significa que a face da lua iluminada pelo sol está de frente para a terra. Ou seja, a terra está entre a lua e o sol. Já quando é lua nova, e não vemos lua nenhuma no céu, significa que a face da lua iluminada pelo sol está “de costas” para a terra, ou, que a lua está entre a terra e o sol.

A lua é composta por uma crosta, predominantemente composta de um mineral da família dos feldspatos e com mais ou menos 107 km de espessura, sendo que em alguns lugares (como sob um local chamado de Mar de Crisium) é quase inexistente; o manto, praticamente sólido e o núcleo composto por metais e com 680 km de diâmetro. A distância média da Terra é de 384.000 km, o raio equatorial é de 1.738,1 km e sua massa é de 1/81 a da Terra.


 GEOLOGIA LUNAR

O conhecimento sobre a geologia da lua aumentou significantemente a partir da década de 1960 com as missões tripuladas e automatizadas. Apesar de todos os dados recolhidos ao longo de todos esses anos, ainda há perguntas sem respostas que apenas poderão ser esclarecidas com a instalação de futuras bases permanentes e um amplo estudo sobre a superfície da lua. Graças à sua distância da Terra, a Lua é o único corpo, para além da Terra, do qual se conhece detalhadamente a sua geologia. As missões tripuladas Apollo contribuíram com a recolha de 382 kg de rochas e amostras do solo, e as sondas automáticas soviéticas Luna cerca de 326 gr.
 
As explorações e os estudos do solo da Lua levaram os cientistas a concluir que a queda de meteoros na sua superfície desprotegida de atmosfera é a principal causa de seu solo ser esburacado já que atmosfera pode diminuir a velocidade desses objetos ao colidirem, razão pela qual abrem mais crateras contra a superfície lunar do que na terra.

As partes mais próximas de um objeto em órbita em volta de um planeta sofrem uma atração gravitacional maior deste (porque estão a uma menor distância dele) do que as mais distantes, ou seja, há um gradiente de gravidade. Isso faz com que se gere um binário que leva o objeto a acabar por ficar orientado no espaço de modo a que seja a sua parte com uma maior massa a ficar voltada para o planeta. É esse efeito que explica porque é que a Lua assume uma taxa de rotação estável que mantém sempre a mesma face voltada para a Terra. O seu centro de massa está distanciado do seu centro geométrico de cerca de 2 km na direção da Terra. Curiosamente, não se sabe porquê, do lado voltado para a Terra a sua crosta é mais fina quanto à amplitude de relevo e é onde estão concentrados os mares - as zonas mais planas.
 
As designações "continentes" e "mares" não devem ser entendidas com o mesmo significado que têm na Terra. Os continentes são escarpados e constituídos por rochas mais claras (anortositos), essencialmente formados por feldspatos, que refletem 18% da luz incidente proveniente do Sol. Apresentam, em geral, um maior número de crateras de impacto e ocupam a maior extensão da superfície lunar. Os mares lunares não têm água, apresentam a sua superfície mais plana do que a dos continentes, fazendo lembrar a superfície livre de um líquido. São escuros, constituídos por basaltos, reflectindo apenas cerca de 6% a 7% da luz incidente. A formação dos mares, que são mais abundantes na face visível do que na face não visível (lado escuro), relaciona-se com os impactos meteoríticos.
 
 
 A SUPERFÍCIE LUNAR / EXISTÊNCIA DE ÁGUA
 
A superfície da lua possui várias crateras de impacto, que se formaram quando asteróides e cometas colidiram na superfície lunar. Há inúmeras de crateras com mais de um quilometro de diâmetro na Lua. A falta de uma atmosfera, o clima e recentes processos geológicos fazem com que asteróides consigam chocar com a Lua com muita facilidade, o que deixa a superfície lunar cheia de crateras.
 
A maior cratera na Lua, que também tem a distinção de ser uma das maiores crateras conhecidas no Sistema Solar, é a Cratera do Polo-Sul Aitken. Ela está no lado escuro da Lua, entre o polo sul e o equador, e tem cerca de 2240 quilómetros de diâmetro. Exemplos de crateras no lado visível da Lua são Mare Imbrium, Mare Serenitatis, Mare Crisium e Mare Nectaris.
 
 Segundo descobertas recentes anunciadas pela Nasa, conseguidas graças à missão LCROSS (iniciais de Lunar Crater Observation and Sensing Satellite, do inglês, Satélite de Observação e Sensoriamento de Crateras Lunares), foi confirmada a existência de água no estado sólido na Lua. O aparelho carregava o foguete Centauro, que atingiu a Lua com extrema força de impacto no dia 9 de outubro de 2009, nas proximidades do polo sul lunar.
Um buraco de 30 metros de largura foi aberto, onde foram encontrados quase 100 litros de água congelada. Analisada pelo satélite Lcross, a nuvem de vapor e poeira fina resultantes também revelou o local com fonte de grandes quantidades de hidrogênio.
 
 A experiência faz com que os cientistas acreditem na possibilidade de haver mais água espalhada por todo o subsolo lunar do que se poderia imaginar. O satélite natural da Terra, agora começa a ser encarado seriamente como terreno para a construção de uma base espacial que serviria de apoio para missões tripuladas a outros planetas do sistema solar.
 
 
 
 
GRAVITAÇÃO E MARÉS
 
Num campo gravitacional terrestre ideal, ou seja, sem interferências, as águas à superfície da Terra sofreriam uma aceleração idêntica na direção do centro de massa terrestre, encontrando-se assim numa situação isopotencial. Mas devido à existência de corpos com campos gravitacionais significativos a interferirem com o da Terra (Lua e Sol), estes provocam acelerações que actuam na massa terrestre com intensidades diferentes. Como os campos gravitacionais actuam com uma intensidade inversamente proporcional ao quadrado da distância, as acelerações sentidas nos diversos pontos da Terra não são as mesmas. Assim a aceleração provocada pela Lua têm intensidades significativamente diferentes entre os pontos mais próximos e mais afastados da Lua.
 
Desta forma as massas oceânicas que estão mais próximas da Lua sofrem uma aceleração de intensidade significativamente superior às massas oceânicas mais afastadas da Lua. É este diferencial que provoca as alterações da altura das massas de água à superfície da Terra.
 
Quando a maré está em seu ápice chama-se maré altamaré cheia ou preamar; quando está no seu menor nível chama-se maré baixa ou baixa-mar. Em média, as marés oscilam em um período de 12 horas e 24 minutos. Doze horas devido à rotação da Terra e 24 minutos devido à órbita lunar.
 
A altura das marés alta e baixa (relativa ao nível do mar médio) também varia. Nas luas nova e cheia, as forças gravitacionais do Sol estão na mesma direção das da Lua, produzindo marés mais altas, chamadas marés de sizígia. Nas luas minguante e crescente as forças gravitacionais do Sol estão em direções diferentes das da Lua, anulando parte delas, produzindo marés mais baixas chamadas marés de quadratura.
 
FASES DA LUA

 
Tal como o planeta Terra, a Lua possui sempre um dos lados iluminado pelo Sol, e outro lado escuro. A parte iluminada corresponde à parte que está dia, e a parte escura corresponde à parte que está noite. A fase em que a Lua se encontra em determinado momento depende da posição da Lua em relação à Terra. Quando está na fase de Lua Nova, o nosso satélite tem a sua parte escura (a que está  de noite) voltada para a Terra. Como tal não nos é possível ver a Lua. Quando acontece a fase de Lua Nova, esta está no nosso céu muito próxima do Sol. À medida que se vai deslocando, uma parte cada vez maior da região da Lua iluminada pelo Sol vai ficando voltada para a Terra. Aí podemos observar que a Lua parece “crescer”. Cerca de 7,5 dias depois da fase de Lua Nova, chega a fase de Quarto Crescente. Nesta fase observamos metade da Lua iluminada. Cerca de 7,5 dias depois chegamos à fase de Lua Cheia. Nesta fase o lado iluminado pelo Sol está totalmente voltado para a Terra, e assim a Lua parece-nos “cheia”. A partir daí a parte iluminada pelo Sol começa a diminuir (do ponto de vista do observador na Terra), e passados cerca de 7,5 dias chegamos à fase de Quarto Minguante, onde podemos observar metade da Lua iluminada, só que o lado iluminado é o oposto do lado iluminado quando estamos no Quarto Crescente. Passados cerca de 7,5 dias chegamos à fase de Lua Nova, completando assim um ciclo lunar ou lunação, ou ainda um mês sinódico.


Fontes
http://www.portaldoastronomo.org/faqs.php?faq=8
http://astro.if.ufrgs.br/lua/lua2.htm